Às vezes chega-me uma vontade imensa de voltar a ser
criança.
Conseguir admirar
a beleza de tudo e todos, mesmo quando não se ostenta tão nítida.
Não ver a
maldade escondida e ao mesmo tempo tão a mostra.
Perdoar
fácil e esquecer rápido.
Ficar horas
em frente ao espelho, admirando cada pequeneza do corpo, sem máscaras, sem
maquiagem, sem roupas a cobrir as vergonhas, observando cada mudança, cada
nascimento de diferenças, estranhas e tão belas.
Lembro-me
que ficava vez em quando deitada no chão, olhando o telhado, fantasiando
estrelas, imaginando o ceu, todo um iluminar por trás daquilo que via, e amava
tudo, vontade de deitar-me no chão
novamente, crer que existe algo além daquilo, sem ser chamada de louca, sem
olhares me fitando como se eu fosse a pessoa mais estranha do mundo.
Chorar sem
resistência, sem importar-me com
o nariz a ficar vermelho, acreditar que tudo vai mudar no outro dia, que lágrimas curam e lavam a alma, mas o sorriso impede o provocar delas.
Sentir
comigo aqueles amigos de infância, que estavam sempre ali, mesmo quando
brigávamos, mesmo quando minha teimosia por algo causava tanta confusão, aquela
cumplicidade, união, carinho, e acima de tudo compreensão, nos compreendíamos sempre,
apesar das tempereis todas, sinto falta dessa magia, dessa verdade, dessa calmaria e sossego que era viver...
Lúria Stael





2 comentários:
Feliz aquele que valoriza as coisas boas da vida em todas as suas fases,mas aqueles corajosos que as conservam,são exemplos e esperança as famintas almas que como eu estão sedentas de sentimentos verdadeiros,como uma semente aguarda as circunstâncias propícias para se desenvolver,assim são as pessoas sensíveis quando se sentem avontade para se expressar...penso.....Muito bom te conhecer!
Oh querido, belas palavras, bem verdade, as pessoas sensíveis são raridade e imprescindíveis, nos fazem tão bem, faz tão bem ainda querermos resgatar esses valores bonitos da infância...
Um beijo.
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