segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A frieza da solidão...





Como é difícil descobrir quem são de verdade as pessoas...
O que escondem em seus olhos, quais os reais sentimentos de seus corações. Muitos fingem e escondem tão bem o que sentem, que fica tão desviado a nossa convivência. Torna-se tão doído esperar, amar quem não se conhece, quem não se mostra.

Ficamos inquietos, amontando-nos de pensamentos, tentando desvendar os olhos, que muitas vezes se fecham a nós, não querem que descubramos do que são feitos, o que gera aquele brilho ou falta dele...
Umas das piores sensações que já experimentei, foi de tentar sentir certas pessoas, de imaginar-me com elas, e perceber que nada ficou, nada me ensinaram, não deixaram coisas boas, nem ruins, energia nenhuma, sentimento algum...

Tanta estranheza e insensibilidade diante do ostentar sentir, que fica a solidão, aquela  frieza de estar em meio a tanta gente e se sentir em um ermo de almas, no abandono da existência, aquele gostinho amargo na boca por ter deixado entrar em nossas vidas as pessoas que não deviam, por ter aceitado a falta de intensidade, de amor, de cuidado do outro. 


A gente escolhe aquele comodo que não nos faz bem, que sempre nos traz más recordações, por que no fundo, apesar de tudo, é quele comodo que a gente quer, apesar das lembranças, das dores...é lá que nosso coração quer morar...




Lúria Stael



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