Fujo dos destruidores de afeto, do falso querer.
Fujo de quando não sei o que meu coração implora.
Fujo dos que lançam palavras que nem ao menos sabem que faz doer.
Fujo da angústia que não mostra seus motivos, só aflora.
Perco-me nas rimas da poesia que sou.
Perco-me em minha alma que procura abrigo nas palavras.
Perco-me de mim nas ruas em que vou.
Perco-me de meu corpo que fugiu a procura de alegres valsas.
Encontro-me na beleza das tardes ensolaradas de meu ser.
Encontro-me nos gestos que revelam a verdade.
Encontro-me na solidão que se ostenta mesmo com o ter.
Encontro-me nos instantes em que minha alma arde.
Encontro-me nas mãos desejosas pela poesia.
Encontro-me nos versos dos anseios de meu coração.
Encontro-me no desvelamento da dor que trás alegria.
Encontro-me na vigília dos sonhos, que esperam para me estenderem a mão.
Lúria Stael





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