
sábado, 17 de setembro de 2011
Das memórias eternizadas
Às vezes, quando é tarde da noite, perco-me a pensar em minha estrada até aqui, no que fiz, no que deixei de fazer, no que falei, e calei, no que permiti partir, no que não quis, nos arrependimentos e medos, na coragem que não tive, no abandono que eu mesma me proporcionei...
Perco-me a pensar em todas as voltas e curvas, em todos os choros que prendi, nas palavras que entalei, nos atos que me feriram, que feriram alguém, no amor que não deixei criar em mim, na ilusão que quebrei, no endurecimento que quis colocar em meu coração.
Tantas memórias, tantos sonhos realizados e desfeitos, tantas promessas não cumpridas, amores doloridos, queixosos e outros perfeitos, feridas que pareciam que nunca iriam cicatrizar e terminaram cicatrizando, outras que ficarão sempre abertas, amizades que pareciam eternas, mas que acabaram-se de maneira tão trágica e doída, tantos fins, recomeços, faltas, vazios, completidões, eternidades quebradas, falsos sentimentos, pessoas que marcaram, que deixaram um espaço aberto, tantas que se foram, que machucaram, que saíram machucadas, que me amaram, que me odiaram, tantas pessoas, coisas, situações, sentimentos, gestos e palavras que nunca esquecerei...
Então abro as gavetas da alma e começo a rir, por tudo estar escrito em minhas páginas da vida, nas poesias que fiz de mim...
Lúria Stael
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