
domingo, 21 de agosto de 2011
Da dor que não se quer ir...
Ele disse, que quando criança, pensava no por que de os pais se separarem, pensava no por que de falarem que se amavam tanto e terminaram por destruir a vida um do outro....
Cresceu com a dúvida, tentando encontrar essa resposta...
Hoje, depois de adulto,de muito andar, pesquisar e observar, descobriu, e foi como se tudo em que ele acreditasse, tivesse sido estraçalhado por uma tempestade sem fim, começou a desacreditar do amor, se endureceu, se esmagou na dor, começou a passar noites intermináveis em claro, pensando em tudo que seu coração passou, na violência dos espasmos sentimentais contraditórios, disparou em fúria contra seus sentires....
Perdeu o controle de si, de seu ver, agora diz não querer o inferno de fingir amar, não acredita que alguém possa amar de verdade, prefere a solidão das noites vazias, dos silêncios que não falam, dos gemidos sem vozes, das palavras que só ardem, e nada dizem, prefere isolar-se do mundo...
Mas no recôndito de ser ser, ele sabe, eu sei, que sente frio, sede, fome, de tudo que não viveu, de todo corpo que não o obrigou a procurar o frio, de toda alma que não lhe ofereceu intensidade e verdade, de todo ser que não se vestiu de amor...
Hoje mais uma vez, vai terminar adormecendo com a dor, que não consegue abandonar, com sua alma sangrando, esperando bem lá no fundo, um novo amanhecer...
E mal sabe ele, que desta vez a terá...
Lúria Stael
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2 comentários:
Muito lindo seu texto. meu bem!
Você e suas palavras me fascina!!!
Te amo!!!
Obrigada meu bem!
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